E a menina - agora cansada - perdeu o costume de sempre guardar tudo pra ela, e assim foi falando, falando, falando... Até que começa a esquecer só o que não queria esquecer e a lembrar tudo aquilo que não queria lembrar. E no final o acontecimento recente já não significava mais felicidade, só novidade; e o passado - tão guardado e engolido a força - só foi fazendo aquele nó na garganta dar mais voltas e voltas, até que não conseguia falar mais. Até não saber quem realmente era.
Agora a menina só escreve, só espera, só anseia pelo seu grande momento e indaga por entrelinhas. Por que com ela as coisas também não podiam ser mais certas, simples e bonitas? Por que no meio de tanto desapego, meu Deus, havia tanto apego?
quinta-feira, 5 de abril de 2012
“Agora é assim, primeiro eu. Quem não gostar das regras, não joga. Tô feliz, acredita? Olha só a irônia, fui buscar o amor e já tinha. Fui tentar ser feliz e já era. Fui tentar me encontrar e me perdi. E, que loucura, precisei me perder pra me valorizar. Coração vazio e sorriso cheio, que assim seja.”
— Tati Bernardi
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